Arquivos mensais: junho 2011

No Palavra Inquieta desta semana: Claudio Willer

Foto: Adriana Vichi (Fonte: http://www.sescsp.org.br)

Na última terça-feira inaugurei, no Clube de Autores, o programa Palavra Inquieta – papo com autores, no qual entrevisto semanalmente escritores, poetas, pessoas ligadas à literatura. O programa é transmitido ao vivo pela internet através da página do Clube de Autores no Facebook. Para participar, basta enviar suas perguntas pelo twitter ou pelo próprio facebook. Não é preciso ter conta no facebook para assistir.

Na primeira noite, o entrevistado foi Sérgio Fantini, que veio a São Paulo para lançar seu livro Silas, no qual reúne uma novela e alguns contos que trazem esse personagem (Silas) aparece. A ótima conversa com Fantini está disponível para quem não pôde assistir no dia.

Esta semana, o programa irá ao ar na quinta-feira, dia 09 de junho. O convidado é o poeta, tradutor e ensaísta Claudio Willer. Muito atuante na cena cultural de São Paulo, Willer é responsável por grande parte da divulgação dos autores da geração beat no Brasil, destaque para suas traduções de Uivo de Allen Ginsberg e Os cantos de Maldoror de Lautréamont. Poeta da mesma geração de Roberto Piva, é autor de Volta (Iluminuras, 1996) e Estranhas experiências (Lamparina, 2004). Como ensaísta, publicou recentemente o livro Um obscuro encanto: gnose, gnosticismo e poesia e Geração beat (LPM, 2009).

A conversa será boa. Não percam.

Casa fora do eixo

Graveola e o Lixo Polifônico, Fusile, Dead Lovers Twisted Heart, Lavoura, A Banda Mais Bonita da Cidade, Flavião e o Retrofuturismo, Monograma. Tudo isso você aproveita se estiver neste domingo em São Paulo e puder dar uma chegada lá na Casa Fora do Eixo. (Clique na imagem para ver melhor)

Para saber mais é no: www.casa.foradoeixo.org.br

Conversa com Marcelo Dolabela


(Foto: Daniel Protzner)

A sorte que tive na primeira ZIP, podendo acompanhar boa parte da programação no mês de abril, não se repetiu em maio. Sei que no decorrer do mês aconteceram momentos inesquecíveis, como o bate-papo entre as admiráveis poetas Thais Guimarães, Mônica de Aquino, Mariana Botelho e Ana Elisa Ribeiro. Também teve o lançamento do livro O silêncio tange o sino, da Mariana Botelho, oficina com Álvaro Andrade Garcia e Henrique Roscoe, o 1mpar, teve exposição, intervenções e bate-papo com o Marcelo Kraiser e muito mais coisas as quais eu gostaria muito de estar presente.

Mas tive a honra de estar por lá no dia 12 de maio para uma enriquecedora conversa com Marcelo Dolabela, intermediada pelo Ricardo Aleixo. Dentre as coisas que mais falamos, a que considero mais importante é a profunda ausência dos poetas de minha geração. Não há publicações, não há esforços para se autopublicarem ou, quando há, não há grana. Pouco se pode dizer da maioria dos que escrevem e têm até, digamos, 40 anos. Também desapareceram os fanzines, as pequenas revistas, as autopublicações coletivas. Tudo ficou confinado a blogs, facebooks e outras facilidades que estão aí mais em prol das aparentes pessoalidades virtuais do que da veiculação de poesia.

Está lançado o desafio.

Revista Pitomba

Revista Pitomba

Uma das grandes alegrias de 2011 foi receber das mãos do meu amigo Reuben da Cunha Rocha um exemplar da revista Pitomba, produzida na cidade de São Luís, com o seguinte editorial ocupando as duas primeiras páginas:

Quer fazer, faz.

Organizada e editada pelo próprio Reuben e dois outros maranhenses da porra, o Bruno Azevedo e o Celso Borges, com textos e traduções deles mesmos e de outros de lá, a revista traz também poemas de Gregory Corso, Allen Ginsberg, Thurston Moore, alguma sátira e divertidas ilustrações. Tudo numa edição simples, barata e bem feita. Uma festa.