Leo Gonçalves

Foto: Adriane Lopes

Leo Gonçalves nasceu em 1975 em Belo Horizonte. É o autor dos livros de poesia Use o assento para flutuar (Crisálida, 2018), WTC BABEL S. A. (Barbárie, 2008) e das infimidades (poemas, 2004).

Participou de algumas antologias. Dentre elas: É agora como nunca: antologia incompleta da poesia contemporânea brasileira, organizada por Adriana Calcanhotto foi publicada em 2017 pela Companhia das Letras e ganhou também uma edição portuguesa pela Cotovia. Além de: Retendre la corde vocale: anthologie de la poésie brésilienne vivante, organizada e traduzida por Patrick Quillier e publicada pela Maison de la Poésie Rhône-Alpes. Use el asiento para flotar, pequena antologia de poemas publicada na Ciudad de México com tradução de Fernando Reyes (Cisnegro Ediciones, 2016). Voces poéticas del nuevo siglo, organizada por Luz María López e publicada pela editora indiana Kafla Intercontinental.

A trajetória de Leo Gonçalves no impresso começa em 2000, quando publica o livreto de cordel A rainha da cocada preta, escrito em parceria com Tereza Moura. O livro, que se encontra esgotado, funcionou como uma abertura de caminhos no campo da escrita. Passou a trabalhar na editora Crisálida, onde colaborou na produção editorial. Em 2002, publicou sua primeira tradução em livro: a peça O doente imaginário, de Molière, que publicou também pela Editora Crisálida, e passou a produzir muito nesta área.

Um divisor de águas em seu trabalho: em 2005 e 2006, participou das comemorações do centenário de nascimento do poeta Léopold Sédar Senghor, realizando saraus, performances e traduções de sua poesia. Leo Gonçalves passaria a ser um entusiasta do pensamento da Negritude, tendo, desde então, traduzido diversos autores do grupo: Aimé Césaire, Léon Gontram Damas, Birago Diop, Paul Niger, Léon Laleau e muitos outros. Algumas dessas traduções encontram-se publicadas na internet e em revistas de literatura impressa.

A poesia de Leo Gonçalves desdobra-se em outras linguagens, sempre que possível. A performance é uma das que têm lugar privilegiado. Na performance “Em caso de incêndio queime lentamente”, vocaliza poemas de Use o assento para flutuar, além de experimentar conexões com outras linguagens, a música em especial. Em 2012, esteve em cartaz com “Poemacumba”, espetáculo de poesia e dança, ao lado de Kanzelumuka.

Como letrista, compôs em parceria com Elizabeth Woolley e Rodrigo Vianna. São canções que participam do repertório dos dois cantores. Leo e Elizabeth se apresentaram em interação, poesia e música, em diversos palcos da França em 2016 e 2017. Algumas dessas parcerias podem ser ouvidas no https://soundcloud.com/salamalandro.

Destaca-se sobretudo como tradutor de poesia, traduzindo principalmente do francês, do espanhol e do inglês. Traduziu e publicou na cidade do México as antologias La medusa dual: antología bilíngue (Cisnegro, 2017) e Tenho tanta palavra meiga: alguns poetas mexicanos (Libera, 2013), ambas organizadas por Fernando Reyes. Em parceria com Mário Alves Coutinho, traduziu Canções da Inocência e da Experiência (Crisálida, 2005). Isso, poemas de Juan Gelman, foi publicado pela editora UnB, traduzido em parceria com Andityas Soares de Moura. A tradução que fez da comédia O doente imaginário, de Molière teve sua segunda edição revista em 2008.

Dentre as traduções publicadas em revistas e periódicos, destacamos os mais recentes: “Celebração da espécie”, longo poema da poeta francesa Claude Ber, publicado no Suplemento Literário de Minas Gerais (junho de 2018). “Notas referentes aos objetos que estão sobre a minha mesa de trabalho”, de Georges Perec, publicado na revista Olympio (abril de 2018).

Traduziu poemas de Léopold Sédar Senghor (Revista Roda, março de 2006), Julio Cortázar (Suplemento Literário de Minas Gerais, janeiro de 2002) e muitos outros como: Paul Éluard, Allen Ginsberg, William Burroughs, Jacques Prévert, Gérard de Nerval, Aimé Césaire, Birago Diop, Léon Laleau, Heriberto Yépez. É colaborador, há alguns anos, da extinta Revista Etcetera (www.revistaetcetera.com.br). Foi um dos idealizadores, e editores, ao lado de Letícia Féres, Anderson Almeida e Janine Rocha Resende, do jornal Estilingue :: literatura e arredores (www.estilingue.tk).

Participou, entre 2004 e 2006 do grupoPOESIAhoje, espécie de núcleo de criação e pesquisa de poéticas, performances e intervenções poéticas, ao lado de Julius Cesar, Lenise Regina, Letícia Féres, Michel Mingote e Renata Cabral. Dentre as ações do grupo, temos o “papeldobrado”, disponível neste blog em formato jpg.

Desde 2004, Leo Gonçalves vem publicando seus textos, notícias, poemas e traduções de no blogue salamalandro, (www.salamalandro.redezero.org).

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