vem aÃ: a faca

o site da faca, de letÃcia, julius e fred já está se ajeitando. já dá pra curtir.
confira: www.naomaculeminhafaca.org

o site da faca, de letÃcia, julius e fred já está se ajeitando. já dá pra curtir.
confira: www.naomaculeminhafaca.org
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convido vocês para lerem a minha primeira colaboração no site overmundo.
trata-se de uma entrevista com a professora patrÃcia mc quade, venho colaborando nos trabalhos que ela desenvolve nos últimos anos e achei que esse é um momento maduro para divulgar. opiniões intensas e muito afirmativas a respeito da educação e da literatura desde a infância. questões que merecem um destaque todo especial, para muito além do overmundo ou do mundo over.
quem quiser dar uma olhada, eis o endereço:
www.overmundo.com.br/entrevista
entrem, votem, comentem. e participem também do overmundo.
Conheci a poesia do mexicano Heriberto Yépez por acaso. Certa tarde chegou no meu endereço postal uma filipeta eletrônica de uma editora anarquista mexicana (Anortecer), divulgando um livro cujo tÃtulo me intrigou no ato: Por una Poética Antes Del PaleolÃtico y Después de la Propaganda. Mandei uma mensagem de volta, propondo um escambo: eu mandaria meu livro Zona Branca e eles me mandariam o livro de Yépez. Meu faro não me decepcionou. Resolvi traduzir alguns dos poemas, irônicos, crÃticos, ultracontemporâneos.
VIOLENTAM UMA GAROTA
com uma vassoura
e a deixam sem roupa e sem pele
para untar-se com o creme ponds
que acabara de comprar no
supermercado do Estado
arrombada
em um beco que já viu de tudo
menos isso
uma mulher pelada
ou melhor
esfolada
violentada até pelos olhos
com as unhas arrebentadas
como janelas de um trailler
capotado na freeway
o beco já viu de tudo
menos isso
o que resta de uma mulher
com os lábios negros
todavia pensando
aonde terá caÃdo
o batom
que há pouco
comprara
no Barateiro*
assim como outras peças do oficina, “os sertões” é um capÃtulo da luta que o grupo trava contra o grupo sÃlvio santos (ss) há 25 anos. “as bacantes”, “boca de ouro”, “ham-let”. isto porque o teatro está construÃdo exatamente no lugar onde sÃlvio santos planeja construir um imenso shopping center. uma história sórdida que está documentada no site do oficina e que merece ser acompanhada na Ãntegra. uma guerra de davi e golias, a velha guerra entre arte e capitalismo.
numa entrevista à revista folhetim, zé celso comenta:
“o teatro oficina é uma coisa muito estranha porque não é mais nem uma metáfora: eu comecei não querendo entregar o teatro, quando voltei do exÃlio, por uma questão até de birra, porque saà de lá à força, com a polÃcia invadindo etc. e de repente, eu me vi pensando: “não, eu podia fazer exatamente tudo que eu faço em outro lugar, como posso fazer todas as peças que faço noutro lugar, mas, se eu fizer nesse lugar, eu vou ter mais problemas e, conseqüentemente, esses problemas vão me inspirar mais, porque se trata realmente de ver até que ponto existe um poder na cultura e na arte e qual é o confronto que elas estabelecem com as forças reais da sociedade, até que ponto o teatro tem algum poder.”
agora, no princÃpio de outubro, a peça “os sertões” se apresenta mais uma vez na Ãntegra. desta vez, no rio de janeiro, depois de ter passado pelo recife e salvador em uma mini-turnê (que infelizmente não inclui belorizontem) a obra se insere na programação da 8º riocenacontemporânea.
para mais informações: