Salamalandro


educação

casa áfrica daara - curso de línguas

Julho 22, 2008 por: leo gonçalves assuntos: agenda, casa áfrica, educação, leo gonçalves, língua, vida deixe seu comentário →

daara é uma palavra da língua wolof que significa “lugar onde se adquire o conhecimento”. o centro cultural casa áfrica inaugura no dia 04 de agosto o seu curso de línguas. começaremos nesse segundo semestre de 2008 com os cursos de inglês e de francês. este último terá por professor o leo gonçalves (este salamalandro que vos fala). turmas reduzidas, preço módico e cultura do universal, eis o nosso convite. a casa áfrica fica na rua leopoldina, 48 - bairro santo antônio. pertinho da vaca. para se matricular ou pedir mais informações, é nos segintes números: (31) 3234 5939 (escritório da casa áfrica), (31) 3344 1803 (centro cultural casa áfrica) ou comigo, no 9130 3720. ou então deixe aqui o seu comentário que eu responderei.

a crise do ensino

Março 22, 2008 por: leo gonçalves assuntos: educação deixe seu comentário →

a crise do ensino não é uma crise do ensino; não há crise do ensino; jamais houve crise do ensino; as crises do ensino não são crises do ensino; elas são crises de vida; elas são crises de vida parciais, eminentes, que anunciam e acusam crises da vida geral; ou, se preferirmos, as crises de vida gerais, as crises de vida sociais agravam-se, misturam-se, culminam em crises do ensino que parecem particulares ou parciais, mas que, na realidade são totais, porque representam o conjunto da vida social; (…) quando uma sociedade não pode ensinar, não é, de modo algum, porque lhe falta eventualmente um aparelho ou uma indústria;

quando uma sociedade não pode ensinar, é porque essa sociedade não pode ensinar-se, é porque ela tem vergonha, é porque ela tem medo de ensinar-se a si própria; para toda a humanidade, ensinar, no fundo, é ensinar-se; uma sociedade que não ensina é uma sociedade que não se ama, que não se estima; e esse é justamente o caso da sociedade moderna.

charles péguy, 1904

vídeo-conferência sobre léopold s. senghor (para quem não viu)

Março 18, 2008 por: leo gonçalves assuntos: antropofagia, educação, literatura, livros, léopold sédar senghor, negritude, outra imprensa 4 comentários →

para quem não viu a vídeo-conferência que apresentei semana passada na puc virtual, já está disponível para baixar no site da tv ponto com [link aqui]. se não quiser baixar, mas estiver afim de ver aqui mesmo no salamalandro, ajeite-se na cadeira e fique à vontade. é só apertar o play.

a videoconferência “negritude, magia e política: a poesia de léopold sédar senghor”, com o poeta e tradutor leonardo gonçalves, fez parte da série panorama arte e cultura, que é promovida juntamente com a diretoria de arte e cultura da puc minas. o projeto biblioteca digital multimídia é uma parceria da puc minas com o instituto embratel 21 e cerca de outras dez instituições universitárias e culturais. a transmissão foi feita através do portal do conhecimento, com direção e apresentação do professor haroldo marques.

hoje na tv ponto com

Março 12, 2008 por: leo gonçalves assuntos: agenda, educação, léopold sédar senghor, voz 3 comentários →

léopold sédar senghor lendo seus poemascomo vocês já sabem, hoje às 15h estarei participando da vídeo-conferência “negritude, magia e política: a poesia de léopold sédar senghor”. quem quiser assistir, basta clicar neste link:

http://200.244.52.177/embratel/main/mediaview/tvpontocom

quando abrir a página, é só clicar em “assistir agora” e voilà. espero não decepcionar a ninguém (a mim principalmente).

mas enquanto ainda não é hora, e o computador vai se preparando para abrir o player, segue um poema curtinho de senghor para irmos nos distraindo:

furador de atabaque

homem sinistro,
bico de aço,
furador de alegria,
tenho armas seguras.

minhas palavras de sílex, duras e cortantes
te acertarão;
minha dança e minha risada, dinamite delirante,
explodirão
como bombas.

eu te abaterei,
corvo negro,
furador de atabaque
matador de vida.

(trad.: leo gonçalves)

perceur de tam-tam

homme sinistre,/bec d’acier,/perceur de joie,/j’ai des armes sûres.//mes paroles de sílex, dures et tranchantes/te frapperont;/ma danse et mon rire, dynamite délirante,/éclateront/comme des bombes.//je t’abattrai,/corbeau noir,/perceur de tam-tam/tueur de vie.

arte, literatura & educação no overmundo

Janeiro 11, 2008 por: leo gonçalves assuntos: arte, dica cultural, educação, literatura, livros, outra imprensa, poesia, política 2 comentários →

versos travessos - criação coletiva
convido vocês para lerem a minha primeira colaboração no site overmundo.

trata-se de uma entrevista com a professora patrícia mc quade,  venho colaborando nos trabalhos que ela desenvolve nos últimos anos e achei que esse é um momento maduro para divulgar. opiniões intensas e muito afirmativas a respeito da educação e da literatura desde a infância. questões que merecem um destaque todo especial, para muito além do overmundo ou do mundo over.

quem quiser dar uma olhada, eis o endereço:

www.overmundo.com.br/entrevista

entrem, votem, comentem. e participem também do overmundo.

elogio do ópio

Novembro 17, 2007 por: leo gonçalves assuntos: educação, política, radicalidade deixe seu comentário →

há alguns dias, escrevi algo sobre o filme tropa de elite e, relendo e conversando com algumas pessoas, percebi que não fui exato num ponto: não tenho nada contra drogas. pelo contrário. sou a favor de todos os tipos de embriaguez, de delírio, de loucura, de paixão. não acho que a culpa da violência do tráfico seja da burguesia usuária. isso seria uma injustiça. o que eu queria dizer é que a culpa é uma coisa insossa que não resolve e nem resolverá jamais problema nenhum. quando se toca na culpa, nada tem solução. tudo é um mar de lamentações e pronto. se acabou.

sobre a burguesia e o seu baseado, o que me irrita é o uso burguês disso. como também me irrita ver playboy vestido de punk, barrigudos cervejeiros aprisionando suas namoradas e suas namoradas querendo ser aprisionadas pelos namorados para depois reclamarem que homem não presta, soluções compradas em shoppings centers, headbangers cagões, a vida em saquinhos de plástico e garrafas pet, praticidade vazia de significado, oba-oba que jura de pé junto que o bom da vida é o deixa disso vamo pedir mais uma, acende um fininho aí vira pra lá não é comigo. burgueses pensam que precisam ganhar um prêmio porque adoram fumar o seu caretíssimo baseado.

odeio todas as formas de burrice. mas todo mundo sabe que ela, a burrice, não é mérito de um ou de outro grupo específico de pessoas. aliás, é ela que domina a gorda massa das universidades brasileiras. não vai ser porque alguém curte o seu baseado que ela ou ele vai ser idiota, esperto, filósofo, marginal, poeta, playboy ou udigrudi. seria maniqueísmo (e me desculpem as pessoas que pensam assim, seria burrice) demais da minha parte.

problemas de educação: ainda no clima "tropa de elite"

Novembro 15, 2007 por: leo gonçalves assuntos: educação, política, radicalidade 2 comentários →

ultimamente tenho visto pessoas na televisão e na imprensa comentarem sobre o medo da violência que perpassa o brasil atual. e vejo que as pessoas aventam soluções estranhíssimas, todas repressivas e de coação. “é preciso investir em polícia!”, dizem. “tem que instituir pena de morte!”, outros respondem. há quem defenda a diminuição da idade penal. há quem ache que a solução é aumentar o salário dos policiais e armá-los melhor.

mas poxa! todo mundo sabe que essas medidas, todas elas, não passam de revidações. fico chocado de ver que ninguém defende a melhoria do ensino. ninguém defende um projeto de nação. o país está há tanto tempo imerso na ignorância e na falta de conhecimento que já perdeu a referência.

por pior que esteja a situação política no país, podemos dizer que esta é uma época de otimismo: nunca a inflação esteve tão baixa e por tão longo tempo, e ela chegou ao patamar que está sem nenhum choque econômico. a petrobrás acaba de descobrir um poço de gás combustível no fundo do oceano que pode colocar o brasil no patamar dos grandes exportadores. a dívida com o fmi chegou ao fim.

estamos nos preparando para sediar uma copa do mundo depois de termos sediado um pan. agora, é hora de dar educação para as pessoas. saber é poder. é a única coisa que pode tirar o país do buraco e acabar, a curto, a médio e a longo prazo, com a violência. eu queria que esse discurso contra a violência mudasse de caráter e de foco. a educação é o que faz a força de um povo. ensinar valores, conhecimentos, lucidez.

o assunto da educação no brasil é coisa séria. ando pensando muito sobre isso e vejo que são muito poucas as pessoas que tocam no problema. nem mesmo os artistas falam nele. estão todos preocupados com soluções paliativas. por isso, não reparem, voltarei a falar muito sobre isso por aqui.