Salamalandro


leo gonçalves

a busca por assuntos no salamalandro

Agosto 02, 2008 por: leo gonçalves assuntos: leo gonçalves, negritude, poema, poesia, salamalandro, tradução deixe seu comentrio →

algumas pessoas têm me perguntado “como faço para ler seus poemas?” outras pessoas às vezes reclamam que não conseguem encontrar as traduções que já publiquei aqui no salamalandro. pensando nisso, resolvi encurtar o caminho aqui. basta clicar no assunto que você deseja, e pronto: já terá um pouco do que deseja. enquanto não lanço nada impresso por aí, estou pensando também em colocar em breve algumas dessas coisas disponibilizadas em pdf. enquanto não vai, divirta-se aí com os links:

entre os poetas mais traduzidos e comentados no salamalandro você encontra:

chamo de poesia não somente as coisas que encontro escritas em versos ou com o nome “poesia”. mas também não tenho uma visão tão alargada assim dessa palavra. acho que a definição de paul valéry me satisfaz bastante: “poesia é festa do intelecto”. é pensando nesta idéia que muitas vezes eu publico coisas aqui sob este título. portanto, aí vai:

e pra terminar, gosto de comentar às vezes sobre a poesia viva que circula por aí. eles estão aqui:

boa leitura!

casa áfrica daara - curso de línguas

Julho 22, 2008 por: leo gonçalves assuntos: agenda, casa áfrica, educação, leo gonçalves, língua, vida deixe seu comentrio →

daara é uma palavra da língua wolof que significa “lugar onde se adquire o conhecimento”. o centro cultural casa áfrica inaugura no dia 04 de agosto o seu curso de línguas. começaremos nesse segundo semestre de 2008 com os cursos de inglês e de francês. este último terá por professor o leo gonçalves (este salamalandro que vos fala). turmas reduzidas, preço módico e cultura do universal, eis o nosso convite. a casa áfrica fica na rua leopoldina, 48 - bairro santo antônio. pertinho da vaca. para se matricular ou pedir mais informações, é nos segintes números: (31) 3234 5939 (escritório da casa áfrica), (31) 3344 1803 (centro cultural casa áfrica) ou comigo, no 9130 3720. ou então deixe aqui o seu comentário que eu responderei.

a minha homenagem

Abril 22, 2008 por: leo gonçalves assuntos: aimé césaire, leo gonçalves, negritude, poema, salamalandro apenas 1 comentrio →

negro spirituals
a aimé césaire

que a sua alma vibre sua cor
no cortejo que a leve
leve segundo eguns
num retorno à terra natal

vestiremos nosso luto branco
iremos celebrar a sua nova coorte
elelelê epababá amigo aimé
o seu novo lugar

que a alma cante malandra
numa língua de aruanda
o negro spirituals
acompanhando sua travessia

comming for to care you
at home

Anotações para WTC BABEL S. A.

Abril 02, 2008 por: leo gonçalves assuntos: WTC BABEL S. A., guerrilha, leo gonçalves, manifesto, performance, poema, radicalidade deixe seu comentrio →

Eu sou aquele que transforma-se em morte
O destruidor de mundos
A rosa de Oppenheimer no Oceano Pacífico
O azul de metileno que brota do inesperado
como a salvação da terra

Os múltiplos braços de Krishna
manejando a roda da fortuna
Eu sou o oceano pacífico
O inimigo número um

(Manhattan Project is the name of a prophetic poem
by F. D. Roosevelt 1942
the shadow of General Yamamoto)

Eu sou o calo no seu sapato
Aquele que transforma-se em Ato
para destruir seus sonhos de burguês
Eu sou a própria morte lambendo os beiços em nome do deus
numa imensa mobilização de símbolos
Águias Lobos Uivos e Coyotes

Eu sou a sua estrada aberta
WTC Babel Sonho Americano
Eu sou o seu beco sem saída
A sua estrela guia o seu sono insano

Linda como um sol poente clara como o Ramadam
ó filhas do Sol Nascente
Do centésimo décimo andar eu sigo sempre atenta
Que os Demônios sempre descem do norte
Eu sou o destruidor de mundos
Aquele que transforma-se em morte

poema

Março 04, 2008 por: leo gonçalves assuntos: leo gonçalves, poema deixe seu comentrio →

menina bonita
com casaca de banana
se eu te gostasse pra sempre
eu imitava o mário quintana

andava por uma rua
rua comprida que não tem mais fim
(não pode ser rua de brasília)
andava até você dizer que sim

depois de muito caminhar
eu chegasse numa esquina
(um baú de espantos)
você seria a minha própria rima

uma rima rara
uma rima urbana
uma rima clara
uma rima sacana

a gente se olharia
com cara de quem nunca se viu
eu tiraria a sua casaca de banana
puta que pariu!

depois a gente botava
uma placa comemorativa
aqui nesta esquina
experimente: o sexo é bom. viva!

festival de inverno ufmg, diamantina - 2007

Agosto 03, 2007 por: leo gonçalves assuntos: leo gonçalves, vida 2 comentrios →

na glória! eu também estou aí,/ estou aí o que é que há/também tô nessa boca!

agoral: poesia e pensamento no centro do agora.

turma bonita: oficina “a arte do poeta” com antônio cícero

rufo herrera: palestra-show sobre o bandoneon. poesia em foles: fôlego.

noite musical: na ozzetti

família reis, choro diamantinense, bonito e sofisticado feito por mãos simples.

capim seco, cantando no escuro.
voz linda da cantora. timbre raro. mpb e clássicos da mpb.
ficamos sonhando ouvir as músicas da banda.
mas a promessa já foi feita.

“por que você não rasga essas cartas de amor?”, ela dizia.

é a fabrícia. ela não tem só cara, ela é rebelde mesmo. sarau agoral: poesia aqui e agora.

luciana tonelli, vera casa nova e álvaro andrade garcia, trio de gente bacana. no cabana.

luzes acesas/

vozes amigas/

chove melhor

(alice ruiz)

o haicai da cecília

guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la. (em primeiro plano: patrícia, a famosíssima “minha namorada”)


malas prontas: diamantina, um brinco de cidade

a decisão

Dezembro 15, 2005 por: leo gonçalves assuntos: leo gonçalves, não-poema, poema apenas 1 comentrio →

então reuniram-se todos os homens da cidade – os melhores. e então reuniram-se todos os homens da cidade – os piores. estava armado o quiproquó. “devemos matar o mais burro”, um falou. “devemos matar o mais pobre”, o outro falou. e um outro ainda disse: “devemos matar todos eles. comê-los não nos serviria de nada. amá-los não nos faria bem. é melhor acabar com isso e partir de uma vez por todas.”

mas a cidade era deles e eles não podiam partir. a cidade era deles – os melhores. a cidade era deles – os piores. então eles se reuniram no centro e disseram:

– morrem os mais mudos.

e todos se calaram.