Salamalandro


livros

Babilak Bah e o seu Enxadigma

dezembro 03, 2009 por: leo gonçalves assuntos: cinema, documentário, livros, música, performance, poesia, poetamigos 7 comentrios →

babilak

Enxadigma, enxadário, curacões, corpoletrado, ou a gente se raoni ou a gente se sting. O divertido vocabulário de Babilak Bah é uma verdadeira festa e se parece com a parafernália sonora que ele mesmo vem criando há alguns anos. Quem não conhece, não devia perder mais tempo: procure, fuce, ouça, leia. Ou então, vá vê-lo no próximo sábado, dia 05 de dezembro:

Babilak Bah e Quarteto de Enxadas lançam: Enxadigma + Corpoletrado (livro de poemas do Babilak) + Curacões (vídeo documentário sobre um tema recorrente e interessante: o cu).
Sábado, dia 05 de dezembro às 21h
no Teatro do Oi Futuro Klauss Vianna (Av. Afonso Pena, 4001)

(Babilak se apresentará em breve também em Recife e em Barcelona, aguardem)

Para ouvi-lo é no:

www.myspace.com/babilakbah
www.babilakbah.com.br

Novo site da Livraria e Editora Crisálida

novembro 13, 2009 por: leo gonçalves assuntos: crisálida, literatura, livros, mercado editorial deixe seu comentrio →

livraria e editora crisálida: novo site

Uma editora não é apenas uma empresa que publica livros. Se o propósito é publicar livros voltados para o humano, uma editora precisa ser mais que uma publicadora: é necessário ser um local de debates, de conversas, interlocuções e formação. Local de fervuras.

Quem me conhece sabe o quanto devo à Crisálida, enquanto formadora, do bom que tenho em mim hoje em dia. Oséias Silas Ferraz foi quem primeiro me abriu as portas para o mundo editorial, publicando pela primeira vez uma tradução minha (a saber: O doente imaginário de Molière, em 2002) e que depois me convidou para publicar Canções da Inocência e da Experiência, traduções que me ensinaram mais do que todas as disciplinas de literatura na UFMG.

É com essa alegria e essa gratidão que dou aqui a notícia do seu novo site. É um espaço dinâmico, onde o leitor poderá obter obras tanto do acervo da livraria (que trabalha com novos e usados) quanto da editora. É claro que visitar o site nem se compara com o prazer de pisar lá na sobreloja do Edifício Maletta, bater um papo com os livreiros, encontrar as obras que você tanto queria ver guardadinhas lá na estante sem nenhuma virtualidade. Mas não é todo mundo que pode. Então o negócio é aproveitar e clicar aí:

www.crisalida.com.br

benjamin abras em dose dupla

maio 28, 2009 por: leo gonçalves assuntos: arte, benjamin abras, dança, livros, mercado editorial, música, negritude, performance, violão, voz 2 comentrios →

hoje e amanhã, participo de duas performances de benjamin abras.

na primeira, que acontece hoje, 28 de maio, a partir das 20h na livraria usina das letras, no palácio das artes. falarei um dos poemas do livro falanges, que será lançado em meio às celebrações da semana da abolição.

na outra, a surpresa: os que forem amanhã, dia 29 de maio a partir das 20h ao tambor mineiro (rua ituiutaba, 339 – prado) serão os primeiros a me ver desempoeirar o violão na performance corpo tambor, onde benjamin emprega dança afro em meio a sonoridades inusitadas. tocarei ao lado de mateus valadares a peça musical que também se chama corpo tambor, de nossa autoria.

saiba mais no blogue do benja: www.benjaminabras.blogspot.com
corpo tambor - performance de benjamin abras no tambor mineiro

deu hoje no hoje em dia

janeiro 17, 2009 por: leo gonçalves assuntos: WTC BABEL S. A., agenda, antropofagia, guerrilha, livros, outra imprensa, poesia 2 comentrios →

Leonardo Gonçalves mescla poesia e geopolítica

Alécio Cunha
REPÓRTER

Nesta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, tem seu último dia de poder na Casa Branca. No dia seguinte, toma posse o democrata Barack Obama, primeiro presidente negro a ocupar este cargo. O poeta belo-horizontino Leonardo Gonçalves, tradutor de Juan Gelman, William Blake e Molière, aproveita o último instante de Bush na presidência norte-americana para lançar um livro-bomba.

A plaquete “WTC Babel S.A”, publicada pelas Edições Barbárie, será lançada segunda, às 19 h, na sede da Cia. da Farsa (Rua dos Caetés, 616. Centro), com direiro à performance “No Fundo Todos Querem Alcançar o Céu”, gestada pelo poeta numa interação entre texto, voz e imagens.

Os versos deste livro foram elaborados no decorrer do ano passado e são uma provocante reflexão sobre os rumos da nação dita mais poderosa do planeta, sobretudo após a explosão do World Trade Center, em Nov a Iorque, e a reação bélica promovida por George W. Bush e seus asseclas, invadindo o Afeganistão e o Iraque.

“Eu cresci vendo imagens fortes da Segunda Guerra Mudial, fotos de corpos no Holocausto nazista, da carnificina nos campos de batalha. Estra nhei a ausência de corpos no World Trade Center. Houve censura, nenhum corpo foi mostrado. Priorizou-se a imagem da explosão, do choque dos aviões, a força do simulacro, longe do real, bem próxima da sociedade do espetáculo”, frisa Gonçalves.

O incômodo gerou o longo poema, que começa remetendo o leitor ao universo onírico de Walt Whitman, poeta criador de uma linguagem fundante da literatura norte-americana, em textos como “Eu Canto o Corpo Elétrico”: “americanos cantam o corpo elétrico/e quem cantará o corpo eletrônico bytes bits pixels? qual ciborgue tomará a palavra no terceiro milênio?já existem as máquinas de pensar/e quem fabricará a máquina de fazer poemas?’, indaga o autor.

Influenciado principalmente pelos versos livres, pulsantes e, claro, essencialmente políticos da cena beat norte-americana, em especial, Allen Ginsberg, autor de “Uivo’ e “A Queda da América”, Leonardo Gonçalves está muito satisfeito com o resultado desse livro. “Há um trabalho muito cuidadoso com a linguagem, está bem mais evoluído do que trabalhos anteriores meus”, afirma.

“WTC Babel S.A” deve ser lido como um contundente grito de protesto contra os abusos ocorridos na política do presidente George W. Bush. “É o resultado de experimentações formais, um poema híbrido, repleto de imagens do mundo contemporâneo, que vão da sátira mordaz ao mais vivo apelo por um mundo mais human”, salienta Gonçalves.

O poeta conta que escreveu este livro já pensando em sua estrutura verbal, sem, em nenhum momento, deixar de lado a preocupação com a palavra escrita. “Eu elaborei o livro imaginando como seria seu tempo exato de leitura”, frisa, assumindo a sempre desejável conexão entre o oral e o escritural.

Entusisasta da obra de Leonardo Gonçalves, o crítico literário Fábio Lucas (“Mineiranças”, ‘Do Barroco ao Moderno”) assim se expressou sobre os versos potentes do autor de 33 anos. “ É um poema-apelo a clamar pelos olhos abertos e pelos ouvidos atentos, a fim de bem colher as imagens do mundo cruel, travestido em boletim publicitário. A linguagem multicentrada em vários idiomas representa valiosa sátira da subcultura globalizada, que ensina o culto de bezerros-de-ouro plantados nos recantos do planeta”, escreve.

Leonardo Gonçalves não esconde sua postura cética diante da entrada em cena, a partir de terça-feira, do novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. “Foi uma grande conquista no plano simbólico, mas não podemos nos esquecer que ele continuará governando os mesmos milhões de americanos que, um dia, votaram em Bush”, frisa. “Os Estados Unidos são uma nação puritana e é falsa a idéia que eles vendem de que lá é a terra da liberdade. Não existiu durante o governo de George W. Bush o direito pleno às liberdade individuais”, salienta, lembrando o episódio nefasto das torturas na prisão de Guantamano.

Num dos poemas mais instigantes de seu livro, Leonardo Gonçalves mostra como seus versos podem estar em plena sintonia com o mundo: ‘eu canto o fundo falso/eu sou o fundo falso/eu sou a fechadura/ e a chave do mistério divino/eu sou o mistério divino/por isso canto o corpo histérico/e rebolados das groupies desvairadas/enlouquecidas por minha saliva/que espalho sobre o chão do terreiro/e inauguro com elas/o meu próprio mistério/pois é mister cantar”, assegura o autor, consciente de que lirismo e contundência não são vocábulos excludentes neste planeta.

WTC BABEL S. A.

janeiro 15, 2009 por: leo gonçalves assuntos: WTC BABEL S. A., antropofagia, guerrilha, leo gonçalves, livros, manifesto, não-poema, performance, poesia 5 comentrios →

lançamento do livro WTC BABEL S. A., de Leo Gonçalves, dia 19/01 às 19:01 na Cia. da Farsa (Rua Caetés, 616)

lançamento do livro WTC BABEL S. A., de Leo Gonçalves, dia 19/01 às 19:01 na Cia. da Farsa (Rua Caetés, 616)

release: lançamento do livro WTC BABEL S. A. de leo gonçalves

janeiro 15, 2009 por: leo gonçalves assuntos: WTC BABEL S. A., antropofagia, dica cultural, leo gonçalves, livros, manifesto, não-poema, outra imprensa, performance, poesia, radicalidade, voz apenas 1 comentrio →

O poeta belorizontino Leo Gonçalves lança nesta próxima segunda-feira, dia 19/01 às 19h o seu poema WTC BABEL S. A., com apresentação da performance “no fundo todos querem alcançar o céu” e noite de autógrafos

Primeiro livro do selo “Edições Barbárie”, WTC BABEL S. A. será lançado na próxima segunda-feira. No ato do lançamento, o poeta Leo Gonçalves apresenta a performance “no fundo todos querem alcançar o céu” e em seguida, haverá noite de autógrafos. O evento acontece na Cia. da Farsa (Rua Caetés, 616 – Centro)

WTC BABEL S. A., poema que dá título ao livro (lançado em formato plaquete), é um contundente grito de protesto contra os abusos ocorridos na política do presidente George W. Bush (que estará cumprindo nessa segunda-feira o seu último dia de mandato). Resultado de experimentações formais feitas por Leo Gonçalves, WTC BABEL S. A. é um poema híbrido, repleto de imagens do mundo contemporâneo, Imagens que vão da sátira mordaz ao mais vivo grito por um mundo mais humano.

Comenta o crítico mineiro Fábio Lucas: “WTC BABEL S. A. é um poema-apelo a clamar pelos olhos abertos e pelos ouvidos atentos, a fim de bem colher as imagens do mundo cruel, travestido em boletim publicitário. A linguagem multi-centrada em vários idiomas representa valiosa sátira da subcultura globalizada, que ensina o culto de bezerros-de-ouro plantados nos recantos do planeta”.

Para o Ato de lançamento, o poeta aposta na força da palavra falada e prepara a perfornance “no fundo todos querem alcançar o céu”, na qual ele falará o poema acompanhado de sua parafernália visual.

Leo Gonçalves (33 anos) é poeta, tradutor e ensaísta. Autor do livro “das infimidades”, vem publicando em diversos jornais e revistas do Brasil. Traduziu a comédia “O doente imaginário” de Molière (livro que teve sua segunda edição em 2008 pela editora Crisálida), o livro de poemas “Canções da Inocência e da Experiência” de William Blake (em parceria com Mário Alves Coutinho e também publicado pela editora Crisálida, 2005) e o livro “Isso”, do poeta argentino Juan Gelman (em parceria com Andityas Soares de Moura, publicação da editora UnB, 2004).

O lançamento ocorrerá no espaço da Cia. da Farsa, companhia de teatro dirigida por Alexandre Toledo. Situado na Rua Caetés, 616, no centro da cidade, o espaço promete excelentes acontecimentos culturais para o ano de 2009.

Orelha do livro:
“Se o “poema falado” não é um conceito novo, com WTC BABEL S. A., Leo Gonçalves inaugura o “poema gritado”. Através de um hábil manejo da língua (ou das línguas), elabora uma ácida e irônica crítica ao governo norte-americano. Crítica que serve como eixo a mover os fios de um mundo desbaratado. Rebela-se diante deste mundo inventado e desafia também a métrica, através de um texto cujo único fim é o de mover o leitor-ouvinte, que a partir desse mesmo instante se converte em protagonista do poema que, em essência, não é outra coisa senão uma manifestação clara e corajosa do amor pela vida acima de tudo”. (María José Pedraza Heredia)

Serviço:
Lançamento do livro WTC BABEL S. A.
Local: Cia. da Farsa – Rua Caetés, 616 – Centro
Dia 19 de janeiro de 2009 às 19h

contatos:

leo gonçalves: 31 9824 5939
jéssica gonçalves: 31 8463 1269

a ciência parcial da palavra

janeiro 03, 2009 por: leo gonçalves assuntos: WTC BABEL S. A., crisálida, ensaio, juan gelman, livros, manifesto, poesia, política, radicalidade apenas 1 comentrio →

com/posicoes: livro de juan gelman em tradução de andityas soares de moura (crisálida, 2006)

o livro com/posições de juan gelman, foi publicado em 2007 pela editora crisálida, em tradução de andityas soares de moura. além dos poemas que juan publicou sob esse título, o livro traz também uma entrevista que o poeta concedeu a mim e a andityas na ocasião do lançamento do livro isso (no início de 2005), publicada originalmente no suplemento literário de minas gerais e disponível aqui no salamalandro. em setembro de 2006, no dia exato do lançamento de com/posições, escrevi esse artigo que permaneceu inédito, mas que na minha opinião, passados dois anos e meio e uma eleição presidencial estadunidense, continua atual.

A ciência parcial da palavra

Leonardo Gonçalves

É possível que nunca o tema da Torre de Babel tenha surgido com tanta força como na atualidade. Vivemos num mundo onde as fronteiras não impedem o contato entre pessoas de diferentes nações e idiomas. A tecnologia digital nos possibilita uma aproximação que nenhum fabricante de lentes ou telefones jamais pôde supor. Essa proximidade tem algo de Babel, pois ao mesmo tempo em que se comunica, também se incomunica. E o próprio ato de comunicar-se, transforma-se facilmente em tormento, em desacerto, em erro.

Babel, de acordo com o Gênesis, significa “confusão”. O castigo para a audácia humana. A incomunicabilidade como punição para que o homem se disperse pelo mundo. No entanto, somos testemunhas de que a variedade lingüística não é empecilho para a comunicação. Os amantes, os internautas e os poetas sabem disto muito bem. E o contrário também acontece: pessoas de um mesmo idioma muitas vezes se compreendem mal. Os políticos, as famílias e muitos leitores de poesia conhecem isso de perto.

Se não é o idioma que separa a compreensão da incompreensão, haverá algo que o determine? (mais…)

prêmio governo de mg de literatura/2009

dezembro 21, 2008 por: leo gonçalves assuntos: literatura, livros, mercado editorial, política cultural deixe seu comentrio →

no dia 04 de dezembro último, abriram-se as inscrições para o prêmio governo minas gerais de literatura 2009. esta é a segunda edição do programa lançado no ano passado. o governo destinará R$212.000,00 para as premiações. entre os detalhes desta nova edição, está a inclusão de critérios mais definidores para cada categoria, uma maior transparência na seleção e a simplificação dos formulários de inscrição. se liga: o prazo de inscrição é até o dia 30 de janeiro de 2009.

saiba mais no site da secretaria estadual da cultura:
www.cultura.mg.gov.br

uma ótima dica

dezembro 05, 2008 por: leo gonçalves assuntos: dica cultural, livros deixe seu comentrio →

lançamento: revista roda nº 6

novembro 16, 2008 por: leo gonçalves assuntos: aimé césaire, antropofagia, guerrilha, leo gonçalves, lira, literatura, livros, léopold sédar senghor, negritude, revistas, ricardo aleixo 5 comentrios →

acho que ainda dá tempo: será lançada hoje a revista roda nº 6, comandada pelo mestre-sala ricardo aleixo. no novo número, uma porção de belezuras: homenagem aos 70 anos de nascimento e 40 de poesia e provocaçãm de sebastião nunes. na homenagem, um dossiê com entrevista, poemas, comentários de caras como bruno brum, glauco mattoso, ademir assunção. além de um poema de affonso ávila com o nome de “são sebastião da bocaiúva”. para quem já conhece a poesia desse cara que já é considerado um mestre de todas as gerações que vieram depois dele. além disso, a revista roda traz poemas do angolano abreu paxe, o cubano nicolás guillén, o mineiro paulo kauim e muito mais.

e em meio a este “muito mais”: o meu ensaio “os sessenta anos da anthologie – um livro inventa o presente“. uma espécie de homenagem aos 60 anos da primeira edição da anthologie de la nouvelle poésie nègre et malgache de langue française [antologia da nova poesia negra e malgaxe de língua francesa] organizada em 1948 pelo poeta e (então futuro) presidente do senegal léopold sédar senghor. meu ensaio traz também traduções de alguns poemas presentes na anthologie.

o lançamento acontece hoje, dia 16 de novembro, às 18h, no estande do Lira, instalado no 9º encontro das literaturas, no chevrolet hall.

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