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Nada a dizer para quem estiver em Sampa

maio 18, 2010 por: leo gonçalves assuntos: agenda, performance, poesia, voz deixe seu comentrio →

Ando um pouco ausente de web-escrituras por absoluta falta de tempo. Mas não podia deixar faltar esta notícia: lançamento dos livros Nada a dizer do Marcelo Sahea, A face do fogo de Beatriz Bajo e outros da coleção Demônio Negro da Annablume. Amanhã, dia 19 de maio de 2010, às 19h na Biblioteca Alceu Amoroso Lima.

Retour au pays de Patrick Acogny

novembro 21, 2009 por: leo gonçalves assuntos: aimé césaire, atlântico negro, benjamin abras, dança, leo gonçalves, música, negritude, performance, voz deixe seu comentrio →

Este ano o FAN – Festival de Arte Negra aconteceu em situação mais ou menos periférica. Digo mais ou menos porque a programação estava bonita, com convidados ilustres e competentes. As instalações bem feitas e bem organizadas, com dois grandes palcos e um Ojá (mercado em yorubá). Periférica porque foi empurrado para a orla da Lagoa da Pampulha. Embora bonito, um lugar fora de mão, com poucos ônibus. Difícil para quem não estivesse de carro e quisesse acompanhar a festa até mais tarde. Todo o mérito para os organizadores, o Rui Moreira e o Adyr Assumpção que, pelo jeito, levaram na cara e na coragem. Uma pena o novo prefeito não haver percebido que o FAN é a menina dos olhos dos festivais belorizontinos.

No vídeo acima, feito pela rádio Ojá, alguns momentos do espetáculo “Retorno ao país natal”, apresentado pelo Coletivo FAN da Dança (criado especialmente para o evento) e dirigido pelo coreógrafo senegalês Patrick Acogny. Quem acompanha é o grupo Uakti em colaboração com o griot Oumar Fandi Diop. Leo Gonçalves acabou colaborando um pouco também, enviando as traduções dos poemas de Léopold Sédar Senghor, Aimé Césaire e Léon Gontram Damas que são recitados pelas dançarinas durante o espetáculo.

Cantoras daqui – Michelle Andreazzi e Luiza Lara

outubro 07, 2009 por: leo gonçalves assuntos: cantoras, dica cultural, música, voz deixe seu comentrio →

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No projeto “Cantoras Daqui” BDMG. Michelle Andreazzi canta de Luiza Lara. O show é uma homenagem a Baden Powel, as cantoras estarão acompanhadas por vencedores do Jovem Instrumentista BDMG. Arranjos e direção musical de Cléber Alves e Túlio Mourão.

Teatro da Biblioteca (Praça da Liberdade, 21)
Próximo domingo dia 11 de outubro
às 16 horas. Ingresso: R$ 2,00.

Susana Travassos

outubro 01, 2009 por: leo gonçalves assuntos: antropofagia, ao meu redor, atlântico negro, cantoras, língua, música, susana travassos, voz 2 comentrios →

susana

A cantora portuguesa Susana Travassos é uma produtora de façanhas. Seu primeiro cd “Oi Elis”, gravado em 2008 em Portugal, traz 8 canções que haviam sido eternizadas na voz de Elis Regina. Território perigoso. Mas ao contrário do esperado, as músicas ganharam uma roupagem totalmente particular, frutos das vivências da artista. Desde a escolha dos temas à técnica vocal, tudo no disco soa pessoal, vivo, português.

É verdade que no Brasil, muita gente foi educada de maneira a não gostar do sotaque luso. Mas eu duvido que alguém capaz de abandonar preconceitos culturais vá passar batido por canções como “Canção do sal”, de Milton Nascimento (que remete logo à região de Algarve e suas salinas), “Mucuripe”, de Raimundo Fagner e Belchior ou “Arrastão”. Canções profundamente brasileiras que recebem o mar português como ritmo, pulsação. Isso sem falar nas interpretações de “Carinhoso” (isso mesmo: a do velho Pixinguinha), “Formosa” (de Baden Powell e Vinicius de Moraes) e “O que tinha de ser” (a canção de Tom Jobim, trazendo um surpreendente acordeom). Uma deliciosa obra de mestiçagem cultural.

O lançamento deste disco se deu no Festival Med, na cidade mediterrânea de Loulé, em junho de 2008. Logo mais, na Womex, em Sevilha acabou por ampliar os horizontes da cantora. E foi assim que a vimos chegar ao Brasil (a convite de Makely Ka) em princípios de 2009. Susana, irrequieta, estabeleceu contatos, parcerias. Inaugurou o seu novo concerto “Janela Lusa”, acompanhada de Luís Felipe Gama, no qual participam diversos músicos brasileiros. Além disto, vem cantando ao lado de músicos como Vítor Santana, Janaína Moreno, Chico Saraiva, Marcelo Preto, Pablo Souza, Juliana Perdigão, Kristoff Silva, Mateus Bahiense, Marina Bueno, Zeca Baleiro, Mafalda Minozzi Fortuna, Mariana Nunes, André Abujamra. A lista é imensa para quem chegou há menos de um ano.

Não parou por aí: de volta a Portugal, abriu espaço também para artistas daqui. Considero o intercâmbio cultural aberto por Susana, nas duas direções, de uma importância maior do que a que têm realizado muitas ações governamentais (vide reforma ortográfica).

Enquanto no Brasil, racistas anti-racistas e racialistas se debatem em desentendimentos sobre aceitar ou não o fato de que somos um povo mestiço e não apenas negro ou apenas branco ou índio, uma cantora chega despretensiosamente para fazer a velha operação inaugurada por nossos ancestrais, agora com todo o respeito, reatando pacificamente os nós: misturar para melhorar. Ou como dizia o taumaturgo: misturai-vos uns aos outros.

Para ouvi-la, é no myspace

Marcelo Sahea no Sesc Vila Mariana

setembro 18, 2009 por: leo gonçalves assuntos: agenda, anarquia, ao meu redor, performance, poetamigos, voz 2 comentrios →

Pletórax: performance poética de Marcelo Sahea

Uma ótima dica para quem estiver em Sampa no dia 29 de setembro. Pletórax, do Marcelo Sahea. Segundo o Marcelo, uma performance de nexo explícito. Eu que já vi este trabalho em março (agora já deve estar bem diferente), garanto que é festa dos sentidos garantida para quem gosta do barulho que a palavra faz.

Ricardo Aleixo no Cine Sesi Pajuçara

setembro 18, 2009 por: leo gonçalves assuntos: agenda, antropofagia, ao meu redor, performance, poetamigos, ricardo aleixo, voz deixe seu comentrio →

Nem uma única linha só minha - performance intermídia de Ricardo Aleixo

E para quem estiver em Maceió no próximo sábado, dia 19, vá ao Cine Sesi de Pajuçara que tem poesia da melhor pra se ouvir. É a performance Nem uma única linha só minha do Ricardo Aleixo. Essa não dá pra perder. Eu mesmo, que tenho o privilégio de viver na mesma cidade que o Ric, gostaria de estar lá para ver.

Gary Snyder e a oralidade

setembro 15, 2009 por: leo gonçalves assuntos: beat, performance, ruah!, voz apenas 1 comentrio →

Gary Snyder em primeiro plano, ao fundo: Allen Ginsberg.

(…) pouquíssimos leitores e escritores se importam com as tradições orais. Para mim e para alguns colegas meus é um grande interesse, e acho que há muito a se aprender com elas, principalmente a importância da performance. Toda literatura oral é, por definição, apresentada. Há muito a se aprender com elas, há todo um ensinamento que vai com isso, para explicar como as tradições orais – antes da descoberta ou invenção da escrita, ou em culturas que não tinham escrita – ainda assim podem ser tão ricas, como podem ter tantas canções e histórias nas tradições orais. Milhares e milhares de histórias e canções podem existir dentro de uma tradição oral.

Gary Snyder em entrevista concedida a Rodrigo Garcia Lopes e publicada recentemente no Estadão. Leia a entrevista na íntegra no blogue do Rodrigo: www.estudiorealidade.blogspot.com

Autofagia + Ruah! + Pigmentos Sonoros +

setembro 08, 2009 por: leo gonçalves assuntos: agenda, anarquia, antropofagia, benjamin abras, festa, leo gonçalves, manifesto, performance, poesia, ruah!, voz 3 comentrios →

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Pigmentos Sonoros – Uma homenagem a John Cage

Benjamin Abras e Leo Gonçalves lançam o Coletivo Ruah! na performance Pigmentos Sonoros no próximo dia 10 de setembro, a partir das 20h no lançamento da Revista de Autofagia 2 e 3, no Auditório da Escola Guignard.

Apresentação poético-musical baseada em pesquisas ritualísticas, explorando ritmos e sons vocálicos. Para a performance, o coletivo ruah! aproveita estruturas sonoras primitivas onde a desconstrução leva à re-significação das palavras (ou não-palavras).

A proposição “Pigmentos sonoros” surgiu do intuito de homenagear o compositor-poeta John Cage, que no último dia 05 de setembro completaria 97 anos e da intensa interlocução interartística estabelecida em 2009 entre os dois poetas que compõem o coletivo ruah!

Salpicar os sons, desmantelando palavras do sentido roto, ampliando sua corpografia através do canto onde, tom sobre tom, imprimem no corpo o matiz de uma vontade pela vibração das palavras. A palavra retomando corpo, retomando som como paramento de um instante, onde o jogo “vocográfico” desenha possibilidades poéticas entre os falantes, os ouvintes e os dançantes. Sugerindo uma pequena parafernalização dos sentidos [salve Julius], a fim de despertar a ação da palavra enquanto produtora de corporalidades sutis. A performance Pigmentos Sonoros é um experimento do coletivo RUAH!, feita com registros de som e silêncio dentro da poesia sonora, ritualizando a desconstrução da realidade cartesiana e produzindo uma experiência da voz enquanto escrita corporal.

O coletivo ruah! é formado por Leo Gonçalves e Benjamin Abras. Tem como objetivo a investigação, a experimentação e a execução de trabalhos pluriartísticos em plena interação com as tradições mestiças que habitam o planeta.

Lançamento da Revista de Autofagia

setembro 04, 2009 por: leo gonçalves assuntos: agenda, anarquia, antropofagia, performance, poesia, revistas, tradução, voz deixe seu comentrio →

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No dia 10 de setembro serão lançados os números 2 e 3 da Revista de Autofagia. O esperadíssimo evento (eu pelo menos, que colaborei no número 3 com traduções de Allen Ginsberg, esperava ansiosamente) acontecerá no auditório da Escola Guignard a partir das 20h. Na programação: debates, leitura de poesia e performances, exibição de vídeos e artes plásticas.

Eu estarei lá, com (entre outras coisas) o lançamento mundial da performance Pigmentos Sonoros, o primeiro resultado da investigação poético-antropológico-musical que venho realizando em parceria com Benjamin Abras.

Aguardem mais novidades pela semana afora.

benjamin abras em dose dupla

maio 28, 2009 por: leo gonçalves assuntos: arte, benjamin abras, dança, livros, mercado editorial, música, negritude, performance, violão, voz 2 comentrios →

hoje e amanhã, participo de duas performances de benjamin abras.

na primeira, que acontece hoje, 28 de maio, a partir das 20h na livraria usina das letras, no palácio das artes. falarei um dos poemas do livro falanges, que será lançado em meio às celebrações da semana da abolição.

na outra, a surpresa: os que forem amanhã, dia 29 de maio a partir das 20h ao tambor mineiro (rua ituiutaba, 339 – prado) serão os primeiros a me ver desempoeirar o violão na performance corpo tambor, onde benjamin emprega dança afro em meio a sonoridades inusitadas. tocarei ao lado de mateus valadares a peça musical que também se chama corpo tambor, de nossa autoria.

saiba mais no blogue do benja: www.benjaminabras.blogspot.com
corpo tambor - performance de benjamin abras no tambor mineiro

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