fervuras

enquanto passo pelo “dia do meio do ano”, faço uma leve pausa para reflexões e novas fervuras. aguarde para breve brevíssimo novas notícias, poemas, idéias, propostas, visões. enquanto isso, deixo vocês com um trecho do pós escrito de Ray Bradbury para o seu Farenheit 451 (dica do Marcelo Terça-Nada) sobre como os primeiros a queimarem livros, censurarem, destruírem o pensamento, são os representantes das assim chamadas “minorias”. tirem suas conclusões (aproveitem para procurar o seu exemplar na livraria).
Existe mais de uma maneira de queimar um livro. E o mundo está cheio de pessoas carregando fósforos acesos. Cada minoria, seja ela batista, unitarista; irlandesa, italiana, octogenária, zen-budista; sionista, adventista-do-sétimo-dia; feminista, republicana; homossexual, do evangelho-quadrangular, acha que tem a vontade, o direito e o dever de esparramar o querosene e acender o pavio. (…) Beatty, o capitão dos bombeiros em meu romance Farenheit 451, explicou como os livros foram queimados primeiros pelas minorias, cada um rasgando uma página ou parágrafo desse livro e depois daquele, até que chegou o dia em que os livros estavam vazios e as mentes caladas e as bibliotecas para sempre fechadas.












Junho 30, 2008 às 10:40
basta que as minorias tomem (ou tenham contato com) o poder… como os inúmeros exemplos da História já mostram.
da minha parte, tenho pensado que é preciso ter cuidado com certas releituras, que pensam muito em política e tendem esquecer-se da literatura, da experiência que ela é. entretanto acredito na força libertadora que elas possam ter. mas quando se entra nessa de minoria é preciso não se filiar… tenho achado que em muitas situações a verdadeira atitude é o silêncio.