Em caso de incêndio queime lentamente

em caso de incêndio queime lentamente

Baseada principalmente em Use o assento para flutuar, livro mais recente de Leo Gonçalves, esta performance traz poemas bem humorados, irônicos, testemunho ácido do mundo contemporâneo. Questionando os constantes sinais de alerta da vida nas cidades, o poeta exibe, por meio da linguagem, um mundo de desconforto, ainda que um desconforto do qual se pode rir. Os poemas são vocalizados pelo autor em meio a vídeo-colagens que são projetadas e a sonorizações feitas com os objetos presentes no palco.

O livro Use o assento para flutuar, lançado em 2012, traz vários elementos que formam as inquietudes do autor: a cultura da oralidade, questionamentos e proposições para o mundo atual, diversidade cultural, o projeto de uma cultura planetária, testemunhos desta era considerada por Leo Gonçalves como uma era de medo, incerteza e insegurança (apesar de suas promessas e fantasias de conforto e bem estar). “Para sua segurança, as bactérias já vêm enlatadas”, afirma o poeta no texto de abertura do livro.

Há uma busca intencional pelos elementos que conversem com a vida vivível e visível. Os diálogos propostos implicam num projeto que desde o nascedouro parecem buscar essa relação com seu ouvinte. Os poemas do livro são, portanto, objetos a serem explorados e desdobrados pela voz e pelo corpo.

O título da performance é retirado do livro: “Em caso de incêndio/queime lentamente”. Assim como a insegurança da vida presente em torno à temática do livro, a poesia de Leo Gonçalves trabalha no campo do risco. Caminha por lugares pouco explorados. Talvez por isso Ricardo Aleixo se refira assim a seu autor: “Que não se espere encontrar um poeta reverente a qualquer linhagem das inúmeras que se entrechocam no populoso e confuso ambiente da poesia contemporânea.”

Os poemas são vocalizados com procedimentos que buscam se aproximar da semiótica que instigou a sua escritura: uma variada colagem multicultural, plasmando o que diz Marcelo Ariel no posfácio ao livro: “Leo se porta como um rapper de silêncios incômodos orquestrados pela oportunidade do acontecimento do poema.” Ou, para não deixar de lado as bases de seu trabalho, nascidas numa Minas Gerais multicultural, mas de base afro, seguindo as palavras de Juan Gelman: “Alguns poemas poderiam ser dançados sem música, apenas com a da palavra, um reconhecimento de todas as vidas e mortes que a fizeram e estão em sua escritura.”

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Realizada a partir de los poemas de Use o assento para flutuar (Utiliza el asiento para flotar), más reciente poemario de Leo Gonçalves, este performance lleva poemas humorados e irónicos, testimonios ácidos del mundo contemporáneo. Cuestionando las señales de alerta de la vida en las ciudades, el poeta exhibe, por medio del lenguaje, los incómodos del mundo, aunque sean incómodos de los que se puede reír. Los poemas son vocalizados por el autor mientras se proyectan vídeo-collages y sonorizaciones hechas con los objetos en escena.

El libro Use o assento para flutuar, de 2012, lleva muchas de las inquietudes del autor: la cultura de la oralidad, cuestionamientos y proposiciones ante el mundo actual, diversidad cultural, el proyecto de una cultura planetaria (geopoética), testimonios de esta era considerada por Leo Gonçalves con una era de miedo, incertidumbre e inseguridad (sin embargo de las promesas de comodidades y bienestar del capitalismo). “Para su seguridad, las bacterias ya vienen embotelladas”, afirma en el texto de abertura del libro.

Hay una búsqueda intencional de los elementos de una posible vida vivible y visible. Los diálogos propuestos implican en un proyecto que desde su nacimiento parecen intentar esa relación con el oyente. Los poemas del libro son, por lo tanto, objetos a explotar ya desplegarse en la voz y en el cuerpo del performador.

El título del performance es un poema del libro. Como la inseguridad de la vida presente, la poesía de Leo Gonçalves trabaja en el campo del riesgo. Camina por sitios poco trillados. Quizá por eso, Ricardo Aleixo se refiera así a su autor: “Que no se espere encontrar un poeta reverente a cualquiera de los linajes de las innombrables que se entrechocan en el populoso y confuso ambiente de la poesía contemporánea.”

Los poemas se vocalizan con procedimientos que intentan acercarse de la semiótica que instigó su escritura: un variado collage multicultural, plasmando lo que dice Marcelo Ariel en el posfacio al libro: “Leo actúa como un rapper de silencios incómodos orquestrados por la oportunidad del acontecimiento del poema”. O para no olvidar las bases de su trabajo, surgido en una Minas Gerais (Brasil) de diversidad, pero de matriz afro, y siguiendo las palabras de Juan Gelman: “Algunos de esos poemas se podrían bailar sin música, solo con la de la palabra, un reconocimiento de todas las vidas y las muertes que la hicieron y están en su escritura.”

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Participantes: Leo Gonçalves
Duração/Duración: 40′

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Necessidades técnicas:
– Microfone com pedestal/Micrófono y pedestal
– Amplificação para violão (cabo p10 e mesa de som)/Amplificación para la guitarra
– Projetor de vídeo: formato avi ou mov (os vídeos serão entregues num pendrive)/Proyector de video (las películas serán entregues en un pendrive)
– Tela para projeção do vídeo/Pantalla para la proyección
– A iluminação será montada de acordo com as capacidades técnicas do espaço. / La iluminación será hecha según las capacidades técnicas del espacio.

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Última atualização: 28 de janeiro de 2014

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