problemas de educação: ainda no clima "tropa de elite"

ultimamente tenho visto pessoas na televisão e na imprensa comentarem sobre o medo da violência que perpassa o brasil atual. e vejo que as pessoas aventam soluções estranhíssimas, todas repressivas e de coação. “é preciso investir em polícia!”, dizem. “tem que instituir pena de morte!”, outros respondem. há quem defenda a diminuição da idade penal. há quem ache que a solução é aumentar o salário dos policiais e armá-los melhor.

mas poxa! todo mundo sabe que essas medidas, todas elas, não passam de revidações. fico chocado de ver que ninguém defende a melhoria do ensino. ninguém defende um projeto de nação. o país está há tanto tempo imerso na ignorância e na falta de conhecimento que já perdeu a referência.

por pior que esteja a situação política no país, podemos dizer que esta é uma época de otimismo: nunca a inflação esteve tão baixa e por tão longo tempo, e ela chegou ao patamar que está sem nenhum choque econômico. a petrobrás acaba de descobrir um poço de gás combustível no fundo do oceano que pode colocar o brasil no patamar dos grandes exportadores. a dívida com o fmi chegou ao fim.

estamos nos preparando para sediar uma copa do mundo depois de termos sediado um pan. agora, é hora de dar educação para as pessoas. saber é poder. é a única coisa que pode tirar o país do buraco e acabar, a curto, a médio e a longo prazo, com a violência. eu queria que esse discurso contra a violência mudasse de caráter e de foco. a educação é o que faz a força de um povo. ensinar valores, conhecimentos, lucidez.

o assunto da educação no brasil é coisa séria. ando pensando muito sobre isso e vejo que são muito poucas as pessoas que tocam no problema. nem mesmo os artistas falam nele. estão todos preocupados com soluções paliativas. por isso, não reparem, voltarei a falar muito sobre isso por aqui.

2 comentários sobre “problemas de educação: ainda no clima "tropa de elite"

  1. caro leo, concordo contigo no que se refere `a educação: ela é de carater fundamental. o país nunca ira viver plenamente seu lema de “ordem e progresso” sem que nossas crianças e jovens adultos sejam bem educados. saber, certamente, é poder.

    mas o que fazer dessa corja de vagabundos que não somente mantém o país refém com seua atos sujos, permitidos pela impunidade, mas que também mant´m vivo esse sistema corrupto que perpetua a sujeira, e que inibe o progresso educacional. é de interesse desses vagabundos manter o povo ignorante, e esse ciclo vicioso tem que chegar ao fim.

    eleição é que não vai resolver. pau direito não se cria nesse mundo torto. c.p.i.s são uma piada. seria necessario um “bope” politico “subir” o planalto, e nnao as favelas, a acabar com essa palhaçada. acredite quando digo que não sou fã de violencia. porem, tem hora pra tudo na vida (como vi alguem dizer na tv senado) e a hora agora é de tirar esses vagabundos de lá. e como é que se lida com vagabundo? ainda no clima de tropa de elite, o bope não sobe o morro pra fazer refém, se é que você me entende…

    essa baderna no brasil vai continuar enquanto houver esse papo de pacifismo. revolucão é ação.

    ficarei grato em discutirmos essa ideia mais a fundo. grande abraço.
    m. milla

  2. caro m.,

    obrigado pelo comentário.

    sinto você muito pessimista no seu comentário.

    é claro que concordo quanto à necessidade de expulsar a corja corrupta do governo. mas constato que o brasileiro não aprendeu a exigir aquilo que precisa e quer. quem quer algo, deve pregar com o exemplo. se a comunidade interessada numa melhoria do ensino no seu “lugar” se engajasse num esforço para desenvolver aquilo que se pode chamar “ensino de qualidade”, tenho certeza de que o governo iria ter que dar um jeito de aprender.

    há muito tempo que estamos rodeados de teorias importadas. eu me pergunto por que? e a resposta que me parece mais plausível é só uma: é que o brasileiro não está suficientemente paramentado de sua própria teoria ou porque não conhece o que se produz de fato no brasil.

    acho que isso de expulsar seja lá quem for na base da violência ou da ignorância (a polícia brasileira parte para a violência por pura incompetência cultural, inabilidade de pensar, preconceito racial e social), acho que isso não levará ninguém a lugar nenhum.

    acho mesmo é que o momento é de se fazer aquilo que se entende como o certo. produzir o que você acredita ser o melhor. se você quer a melhoria do ensino, faça você mesmo. o brasil é um país de proporções gigantescas e isso confunde muito a nossa idéia de unidade. o senegal é menor do que a cidade de são paulo. a frança não é maior do que minas gerais. nós não entendemos o significado da palavra fronteira, que dirá palavras como “representatividade”, “democracia”, “multiculturalismo”, “república”.

    é hora de assumir a ignorância para sair dela.

    e sim: eu gostaria muito que uma discussão sobre esse assunto crescesse.

    abraço,
    leo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *