Tradução

O doente imaginário
de Molière, 2008 (2ª edição)
Editora: Crisálida
brochura, 208 páginas
formato: 14 x 21 cm
ISBN: 978-85-87961-35-8

A trajetória do francês Jean-Baptiste Poquelin, que o público de todo o mundo aprendeu a conhecer pelo nome artístico de Molière, é daqueles prodígios de acomodação entre a vontade do artista e a realidade do mundo que o cerca. É marcada, antes de tudo, por um conjunto de contradições: uma criação singular e autoral construída a partir de elementos de peças de outros autores; uma visão revolucionária das relações humanas que (apesar de sofrer eventual censura) como regra agradava aos aristocratas; uma obra de extrema sofisticação literária que conseguia se comunicar com surpreendente facilidade com o homem comum. Em toda a história da dramaturgia, é possível que apenas dois outros autores – o inglês William Shakespeare e o grego Aristófanes – tenham realizado a façanha de realizar de maneira coerente este tríplice paradoxo.

Marcelo Castilho Avelar
Estado de Minas, 09 de novembro de 2002

tenho um carinho especial por este livro por ter sido o primeiro trabalho de tradução a se tornar de fato um livro. na época, meu pobre conhecimento da língua francesa me deixava atemorizado quanto a me responsabilizar por uma tal tradução. por via das dúvidas entrei de cabeça no universo da língua e da cultura francesa para ter, dos meus próprios recursos, condições de avaliar a qualidade do trabalho. mesmo assim, me surpreendi com o fato dela ter sido indicada em 2006 para a prova do T.U. (Teatro Universitário) de Belo Horizonte e depois, em 2007 e 2008, para o vestibular da UFU, universidade federal de uberlândia. a nova edição está cheia de novidades: revista e revisitada.

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Canções da Inocência e da Experiência
de William Blake (2005)
Traduzido e prefaciado em parceria com Mário Alves Coutinho
Editora: Crisálida
ISBN: 85-87961-17-9

Indicações de livros são sempre coisa arriscada; a rigor, só deveriam ser feitas a amigos próximos, a pessoas cujos interesses conhecemos bem. Mas quem atualmente se decepciona com o governo, quem já está decepcionado há tempo e quem nunca teve ilusão nenhuma a esse propósito talvez tire proveito de um pequeno e clássico livro de poemas de William Blake (1757-1827) que, pela primeira vez, é traduzido na íntegra para o português.

Trata-se de “Canções da Inocência e da Experiência”, livro lançado neste ano pela editora Crisálida, de Belo Horizonte, com tradução de Mário Alves Coutinho e Leonardo Gonçalves.

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Marcelo Coelho
Folha de S. Paulo, 22 de junho de 2005

traduzimos este livro especialmente para a editora crisálida, que, na pessoa de oséias silas ferraz, nos havia “encomendado” uma seleção de poemas de william blake. tornou-se um dos livros mais bonitos e mais vendidos da editora. não é pra menos. a passagem de blake pelo planeta foi algo mágico e uma reconfiguração do sentido da palavra poesia. em vida, não possuía a influência que possuía um goethe, um wordsworth ou um coleridge, mas com o passar do tempo, a modernidade deste artista se fez cada vez mais evidente e vem sendo lido pelos mais variados tipos de gente. é o que tento mostrar no artigo “William Blake Hoje”, que publiquei no caderno pensar de 26 de fevereiro de 2006 e que foi reproduzido lindamente na revista etcetera: www.revistaetcetera.com.br

leia também: artigo de rodrigo garcia lopes sobre “canções da inocência e da experiência” publicado na folha de são paulo em março de 2005

resenha de claudio willer sobre “canções da inocência e da experiência” na revista agulha.

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Isso
de Juan Gelman (2004)
Traduzido e prefaciado em parceria com Andityas Soares de Moura
Editora: UnB
brochura, 98 páginas.
ISBN: 85-23007-68-7

Escrever para não esquecer, para que ninguém esqueça. Talvez esta seja uma das mais possíveis maneiras de exorcizar os fantasmas autoritários que roubaram vidas impunemente na América Latina há poucas décadas. Juan Gelman nasceu em Buenos Aires, em 1930, e cumpre na literatura latino-americana o importante papel de ser a memória insistente e persistente do período de trevas imposto pelas ditaduras. É um dos mais importantes poetas da atualidade e trabalha com maestria o realismo crítico.

jefferson de souza
jornal rascunho,
fevereiro de 2005

das traduções que fiz, creio que as parcerias foram e são as que mais colaboram para o aprendizado e o crescimento. tanto na tradução das “canções” de blake quanto nesta, selaram-se grandes amizades. eu e andityas somos dois poetas cuja produção e foco há muito tempo se divergem. logo, temos razões muito diferentes para admirar a poesia de um mesmo grande artista que é o juan. contamos também com um apoio privilegiado: o do próprio autor que nos aliviava nas horas das dúvidas mais pungentes. foi neste trabalho exatamente que aprendi com clareza o significado do provérbio de blake que diz: “opposition is true friendship”, oposição é amizade verdadeira. dos muitos diálogos que tivemos, resultou uma entrevista, publicada no Suplemento Literário de Minas Gerais, em fevereiro de 2005. disponiblizo-a aqui, em formato pdf. para baixá-la, basta clicar aqui: Entrevista com Juan Gelman no Musa Rara.

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TRADUÇÕES EM REVISTAS E PERIÓDICOS

“preciso cantar sua beleza para apaziguar a angústia”.

5 poemas de Léopold Sédar Senghor traduzidos para a Revista Roda.
março de 2006.

no começo de 2006, fui convidado para publicar minhas traduções da poesia de ninguém menos que Léopold Sédar Senghor, uma das melhores cabeças que apareceram no século XX e um dos mais importantes poetas do seu tempo. na ocasião, comemorava-se o centenário do seu nascimento e eu tive o privilégio de colaborar para o primeiro número da revista que, por sua vez, fazia parte das ações do fan – festival de arte negra daquele ano. (clique na imagem para ler a revista Roda nº1 na íntegra em formato pdf.)

revista roda número 1

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a fogueira onde arde uma

o suplemento literário de minas gerais publicou em janeiro de 2002 a tradução que fiz do poema “a fogueira onde arde uma”, de julio cortázar. quem cuidava da edição do jornal, na época era anelito de oliveira e ele cuidou com carinho da publicação. trata-se de um poema inventivo, onde a fala entrecortada da personagem dá todo um tom dramático para o tema. clique na imagem abaixo e leia o poema na íntegra.

a fogueira onde arde uma - poema de julio cortázar publicado no suplemento literário de minas gerais

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clique aqui para ler traduções feitas por leo gonçalves publicadas no salamalandro.